OSCAR? 2,346 milhões de dinheiro publico, investidos no cinema Nacional que Ninguem viu.
- RÁDIO SAINT LOUSI FM
- 5 de mar.
- 3 min de leitura

Em suas redes sociais, Jurandir aborda questões como os elementos que tornam um filme um clássico e a arte de contar boas histórias.
Além de seu trabalho online, Jurandir já participou de podcasts e entrevistas, discutindo temas como a crise no cinema e a importância de roteiros bem elaborados para a revitalização da indústria cinematográfica.
Sua abordagem crítica e conhecimento aprofundado sobre cinema e storytelling fazem de Jurandir Gouveia uma referência no cenário brasileiro de análise cinematográfica.
Recentemente, o cenário do cinema brasileiro tem sido alvo de discussões acaloradas, especialmente em relação ao uso de recursos públicos e a qualidade das produções. Um dos principais pontos levantados é o investimento bilionário em filmes que, muitas vezes, não conseguem atrair o público. É preciso refletir sobre esses absurdos e entender o que realmente está acontecendo.
O investimento público e seus desdobramentos
O governo brasileiro, sob a gestão do Lula, anunciou um novo incentivo ao cinema nacional que gira em torno de 1,6 bilhões de reais. No entanto, essa quantia se torna problemática quando observamos que, só em 2023, foram investidos 2,346 milhões de reais e a arrecadação foi apenas de 6,66 milhões em bilheteira. Essa discrepância é alarmante e sugere uma má gestão dos recursos.
Filmes como Três Tigres Tristes, que recebeu 873 mil reais de investimento público e teve uma bilheteira de apenas 400 reais, são exemplos claros de como a conta não fecha. O que parece ser uma máquina de pulverizar dinheiro, sustentando o sonho de alguns cineastas, acaba frustrando profissionais que realmente desejam fazer cinema para o público.
O problema das cotas e da qualidade
Um dos fatores que contribui para essa situação é o sistema de cotas, que prioriza projetos de gênero, étnico-raciais, e regionais. Embora a intenção seja promover diversidade, essa abordagem acaba prejudicando a qualidade das produções. A maior parte dos filmes brasileiros se concentra em dramas e comédias, enquanto gêneros como ação, aventura e terror permanecem praticamente inexplorados.
A qualidade técnica do cinema brasileiro é inegável, com profissionais talentosos em áreas como som, fotografia e edição. Contudo, o que falta é um roteiro que ressoe com o público. Muitos filmes parecem desconectados da realidade, abordando temas que não atraem a audiência em geral.
Assita aqui o Video Jurandir Gouveia
Escritor, roteirista e YouTuber brasileiro, reconhecido por seu trabalho como crítico de cinema e especialista em storytelling. Ele administra o maior canal de storytelling do Brasil, onde compartilha análises aprofundadas sobre filmes e técnicas de narrativa.
Comparações e soluções
Se compararmos o cinema brasileiro com o setor musical, a analogia é clara: um músico precisa ter público, assim como um cineasta. Se um artista investe em um show e canta para apenas cinco pessoas, o investimento é um fracasso. Portanto, o mesmo deve valer para o cinema. É preciso que os cineastas se preocupem com a audiência e a qualidade das histórias que estão contando.
Uma possível solução seria concentrar os investimentos em um número menor de projetos, priorizando aqueles com potencial de sucesso de bilheteira. Em vez de distribuir milhões de reais em centenas de produções que não atraem o público, o foco deve ser em filmes que possam realmente ressoar com a audiência e trazer retorno financeiro.
O papel do público e a responsabilidade do governo
Por fim, é fundamental que o público se envolva na discussão sobre como os recursos estão sendo utilizados. Pressionar os representantes políticos e exigir um uso mais inteligente do dinheiro público é um passo importante. O investimento em cinema não deve ser apenas uma questão de política, mas sim um esforço coletivo para criar um cinema que reflita a diversidade e a riqueza cultural do Brasil, ao mesmo tempo que atraia espectadores.
O futuro do cinema brasileiro depende de uma mudança de mentalidade, tanto por parte dos cineastas quanto dos órgãos governamentais. É hora de repensar as estratégias e focar em produções que realmente tenham a capacidade de encantar e entreter o público.
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